Antônio Carlos Ribeiro
Você já parou para pensar o que é a política? Nos últimos anos essa palavra parece não ser a preferida dos brasileiros. Muitas vezes quando ouvimos falar em política logo a associamos às notícias de corrupção que mancharam a história do Brasil. O grande destaque dado pela mídia aos escândalos que envolvem desvios de dinheiro e a política acaba por naturalizar esse tipo de comportamento e nos faz pensar que a política não passa de uma forma de ganhar a vida fácil. Dessa forma, a atividade da política torna-se um meio para alguns cidadãos defenderem seus interesses próprios. Falar de política parece, à primeira vista, desestimulante. Afinal não importa o esforço que façamos, a política sempre estará distante de nós e próxima de um grupo de pessoas que só querem “ganhar uma grana”. Mas será que é isso mesmo? Será que a política é uma coisa tão ruim que devemos nos manter a distância?
Para responder essa pergunta precisamos fazer alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, é necessário termos em mente que a Política é uma atividade. Portanto, ela não deve ser confundida com o comportamento daqueles que praticam essa atividade. Será que você sabe quem são as pessoas que praticam a atividade política? Se você respondeu que são os políticos (deputados, vereadores, prefeitos, etc.), você acertou, mas parece que se esqueceu de muitas outras pessoas que praticam a política. Já sabem quem são? Bem, não se preocupe, pois já já descobriremos quem são essas pessoas. Por enquanto, vamos chamar aqueles que praticam a política de atores políticos. Sempre que estivermos falando desses atores lembre-se que estaremos falando dos políticos, mas não só desse grupo de pessoas.
Para descobrir quem são os demais atores políticos de nossa sociedade vamos pensar um pouco sobre a natureza da atividade política. Isto é, para que serve a política? De modo geral, podemos dizer que a política foi uma atividade criada pelo homem para tomar decisões que afetam a todos os membros de um grupo social. Isso quer dizer que toda vez que um grupo de pessoas encontra-se diante de um problema que afete a todos, será necessário exercer a atividade política. Assim, percebermos que os atores políticos não podem praticar a política se não pertencerem a um grupo social. As decisões que tomamos a partir da atividade política são chamadas de decisões vinculantes, já que elas vinculam todos os membros de um grupo. Contudo, para que essas decisões sejam aceitas por todos é necessário que elas sejam legítimas, ou seja, que tenham legitimidade. Dizer que uma decisão tem legitimidade é o mesmo de dizer que ela é válida porque existe algum “acordo” sobre como e quem pode tomar a decisão em nome do grupo. Nas sociedades democráticas a legitimidade das decisões nasce do voto de cada eleitor, mas nem sempre foi assim. Lembre-se que nas monarquias absolutistas a legitimidade das decisões tomadas pelos Reis vinha da idéia de que Deus havia lhes concedido um poder divino para tomar as decisões que afetavam a vida de todos do reino. Embora legitimadas de formas diferentes em ambos os casos as decisões tomadas se caracterizam como decisões políticas.
O homem nunca conseguiu viver sem a política. Aliás, você consegue imaginar o que tem de bom na política ou ainda pensa que a política é só corrupção? Vamos pensar de outra forma: você consegue imaginar um mundo sem política? Como seria possível tomar decisões em grupo sem a política? Como decidir sobre as questões de seu país, de sua cidade, de seu bairro, de sua escola, de sua igreja, de seu grupo de trabalho na escola? Opa! Você percebeu em quantos lugares a política acontece. Afinal, como dissemos antes a política é uma atividade que só pode ser desenvolvida em grupo, logo onde existir um grupo de pessoas será necessário praticar a política.
É através das decisões que chegamos a partir da prática política que conseguimos estabelecer uma certa ordem dentro dos grupos sociais. Contudo, essa ordem nem sempre é definitiva e o seu questionamento também será feito através da atividade política. Assim, quando um grupo de cidadãos organiza uma manifestação para exigir leis que protejam o meio ambiente, ou estudantes se mobilizam para exigir uma lei que garanta o passe livre, eles estarão praticando a atividade política. Será que agora você já descobriu quem são os outros atores políticos, além dos vereadores, governadores, senadores, etc.? Enfim, podemos entender a política como uma atividade que possibilita a tomada de decisões que afetam a todos os membros de um grupo de pessoas (um país, uma escola, uma família, etc.). Essas decisões dependem de uma fonte de legitimidade, isso é, um “acordo” que dê validade para as decisões tomadas. Sendo legítimas tais decisões possibilitaram o estabelecimento de uma certa ordem dentro do grupo. Entretanto, a política não acaba com a criação dessa ordem. Não podemos esquecer que as decisões tomadas podem ser contestadas e que os atores políticos podem se organizar para exigir uma revisão da ordem estabelecida. Como vimos, a política não diz respeito exclusivamente ao comportamento dos políticos. Ela manifesta nas ações dos atores políticos, ou seja, daqueles que se envolvem na luta por decisões que afetarão um grupo de pessoas. E você... é um ator político? Encontra-se longe ou próximo da política?
Você já parou para pensar o que é a política? Nos últimos anos essa palavra parece não ser a preferida dos brasileiros. Muitas vezes quando ouvimos falar em política logo a associamos às notícias de corrupção que mancharam a história do Brasil. O grande destaque dado pela mídia aos escândalos que envolvem desvios de dinheiro e a política acaba por naturalizar esse tipo de comportamento e nos faz pensar que a política não passa de uma forma de ganhar a vida fácil. Dessa forma, a atividade da política torna-se um meio para alguns cidadãos defenderem seus interesses próprios. Falar de política parece, à primeira vista, desestimulante. Afinal não importa o esforço que façamos, a política sempre estará distante de nós e próxima de um grupo de pessoas que só querem “ganhar uma grana”. Mas será que é isso mesmo? Será que a política é uma coisa tão ruim que devemos nos manter a distância?
Para responder essa pergunta precisamos fazer alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, é necessário termos em mente que a Política é uma atividade. Portanto, ela não deve ser confundida com o comportamento daqueles que praticam essa atividade. Será que você sabe quem são as pessoas que praticam a atividade política? Se você respondeu que são os políticos (deputados, vereadores, prefeitos, etc.), você acertou, mas parece que se esqueceu de muitas outras pessoas que praticam a política. Já sabem quem são? Bem, não se preocupe, pois já já descobriremos quem são essas pessoas. Por enquanto, vamos chamar aqueles que praticam a política de atores políticos. Sempre que estivermos falando desses atores lembre-se que estaremos falando dos políticos, mas não só desse grupo de pessoas.
Para descobrir quem são os demais atores políticos de nossa sociedade vamos pensar um pouco sobre a natureza da atividade política. Isto é, para que serve a política? De modo geral, podemos dizer que a política foi uma atividade criada pelo homem para tomar decisões que afetam a todos os membros de um grupo social. Isso quer dizer que toda vez que um grupo de pessoas encontra-se diante de um problema que afete a todos, será necessário exercer a atividade política. Assim, percebermos que os atores políticos não podem praticar a política se não pertencerem a um grupo social. As decisões que tomamos a partir da atividade política são chamadas de decisões vinculantes, já que elas vinculam todos os membros de um grupo. Contudo, para que essas decisões sejam aceitas por todos é necessário que elas sejam legítimas, ou seja, que tenham legitimidade. Dizer que uma decisão tem legitimidade é o mesmo de dizer que ela é válida porque existe algum “acordo” sobre como e quem pode tomar a decisão em nome do grupo. Nas sociedades democráticas a legitimidade das decisões nasce do voto de cada eleitor, mas nem sempre foi assim. Lembre-se que nas monarquias absolutistas a legitimidade das decisões tomadas pelos Reis vinha da idéia de que Deus havia lhes concedido um poder divino para tomar as decisões que afetavam a vida de todos do reino. Embora legitimadas de formas diferentes em ambos os casos as decisões tomadas se caracterizam como decisões políticas.
O homem nunca conseguiu viver sem a política. Aliás, você consegue imaginar o que tem de bom na política ou ainda pensa que a política é só corrupção? Vamos pensar de outra forma: você consegue imaginar um mundo sem política? Como seria possível tomar decisões em grupo sem a política? Como decidir sobre as questões de seu país, de sua cidade, de seu bairro, de sua escola, de sua igreja, de seu grupo de trabalho na escola? Opa! Você percebeu em quantos lugares a política acontece. Afinal, como dissemos antes a política é uma atividade que só pode ser desenvolvida em grupo, logo onde existir um grupo de pessoas será necessário praticar a política.
É através das decisões que chegamos a partir da prática política que conseguimos estabelecer uma certa ordem dentro dos grupos sociais. Contudo, essa ordem nem sempre é definitiva e o seu questionamento também será feito através da atividade política. Assim, quando um grupo de cidadãos organiza uma manifestação para exigir leis que protejam o meio ambiente, ou estudantes se mobilizam para exigir uma lei que garanta o passe livre, eles estarão praticando a atividade política. Será que agora você já descobriu quem são os outros atores políticos, além dos vereadores, governadores, senadores, etc.? Enfim, podemos entender a política como uma atividade que possibilita a tomada de decisões que afetam a todos os membros de um grupo de pessoas (um país, uma escola, uma família, etc.). Essas decisões dependem de uma fonte de legitimidade, isso é, um “acordo” que dê validade para as decisões tomadas. Sendo legítimas tais decisões possibilitaram o estabelecimento de uma certa ordem dentro do grupo. Entretanto, a política não acaba com a criação dessa ordem. Não podemos esquecer que as decisões tomadas podem ser contestadas e que os atores políticos podem se organizar para exigir uma revisão da ordem estabelecida. Como vimos, a política não diz respeito exclusivamente ao comportamento dos políticos. Ela manifesta nas ações dos atores políticos, ou seja, daqueles que se envolvem na luta por decisões que afetarão um grupo de pessoas. E você... é um ator político? Encontra-se longe ou próximo da política?